São Paulo, 04 de abril de 2025

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

26/03/2025

Máquinas e equipamentos: o 2º setor mais inovador do País

(27/03/2025) – A Pesquisa de Inovação (PINTEC) Semestral 2023: Indicadores Básicos, do IBGE, mostra que – puxada pela indústria de transformação e pelos setores químico, fármaco e de máquinas e equipamentos, incluindo os eletrônicos –, a indústria brasileira investiu 4% a mais em pesquisa e desenvolvimento (em 2023 que no ano anterior.

Segundo a PINTEC, a lista dos setores que mais inovaram é liderada pelo setor de fabricação de produtos químicos com 88,7%; seguida do setor de fabricação de máquinas e equipamentos (88%). Em seguida, vem fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (85,3%); e fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (82,4%).

Nesses setores, os aportes em pesquisa e desenvolvimento também são consideravelmente maiores que a média: mais de 60% das empresas dos segmentos investiram, enquanto o percentual geral fica em 34,3%.

Dos R$ 38,3 bilhões investidos pela indústria em inovação em 2023, a indústria de transformação foi responsável por 86,4% do valor (R$ 33 bilhões), enquanto a extrativa por 13,6% (R$ 5,2 bilhões). As indústrias de transformação também aumentaram os gastos (de R$ 30,7 bi em 2022 para R$ 33 bi em 2023), enquanto as extrativas tiveram queda (R$ 6 bi em 2022 e R$ 5,2 bi em 2023).

“Hoje as indústrias brasileiras estão focando os investimentos em mitigação de custeio e aumento da produtividade, que é um movimento do setor produtivo em todo o mundo. O grande desafio, do ponto de vista de política pública, é garantir as condições para inovação: recursos humanos, infraestrutura, ambiente de negócios e regulação”, defende o diretor da CNI Jefferson Gomes.

A pesquisa do IBGE mostra que 47,6% das empresas inovadoras enfrentaram obstáculos para inovar. Para a maior parte, a principal dificuldade foi a instabilidade econômica (44,2%), seguida pelo acirramento da concorrência (41,4%) e capacidade limitada de recursos internos (42,1%).

Investimento em P&D – A Pesquisa de Inovação mostra que o investimento em P&D alcançou R$ 38,3 bilhões em 2023, valor superior em termos nominais ao verificado em 2022, que fechou em R$ 36,8 bilhões. Além disso, metade das empresas (49,1%) disseram que pretendem elevar os gastos com pesquisa e desenvolvimento em 2025.

Se, por um lado, houve mais investimento; por outro, caiu a taxa de inovação, que é a implementação de algum produto ou processo novo ou substancialmente aprimorado. Em 2023, 64,6% das empresas industriais inovaram, percentual menor que em 2022 (68,1%) e 2021 (70,5%). O índice aumenta conforme o porte do negócio: entre as empresas com mais de 500 funcionários, a taxa é de 73,6%.

Gomes avalia que, mesmo com a queda no percentual de empresas que inovaram, o índice é bom, considerando a conjuntura.  “Boa parte das indústrias, mais de 64%, inovaram em 2023; e isso é excelente. Temos que lembrar que tivemos uma pandemia e vivemos uma economia de juros elevados, em comparação a outros países, e isso inibe investimento”, pondera.

Sobre a PINTEC – A Pesquisa de Inovação Semestral – Pintec Semestral é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e objetiva a produção de uma nova geração de indicadores sobre a propensão à inovação do setor industrial brasileiro, no âmbito das empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas. Seus resultados decorrem da aplicação de dois questionários distintos, tendo como período de referência o ano anterior ao da coleta.

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.